Mostrar mensagens com a etiqueta pensamentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pensamentos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Os dias grandes

Esta é a última semana do meu tão amado horário de Verão. Dos dias grandes. Do chegar a casa com sol depois do trabalho.

Não lido bem com o horário de Inverno. Não gosto da pequenez dos dias, da falta de luz natural, das coisas que ficam por fazer por ser de noite tão cedo.

Para mim ficaria de bom grado no horário de verão o ano inteiro. Sinto-me com mais tempo neste horário, com mais energia, e a conta da luz agradecia (bastante!).

Sábado irei despedir-me dos meus dias grandes. Sábado poderá ser o fim e o começo de muita coisa.

Que venha sábado carregado de boas energias (e de coragem)!

Despeço-me aqui do meu horário de Verão, esperando ansiosamente o seu regresso. Pedindo que estes dias cada vez mais pequenos de luz natural sejam enormes com luz dentro dos nossos corações!


quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Mulher, hoje em todo o mundo centenas de mulheres vão ser violadas, obrigadas a casar ou mortas às mão de maridos e namorados violentos.

Hoje em todo mundo muitas mulheres não vão ter o que comer ou o que dar de comer aos seus filhos.

Hoje em todo o mundo as mulheres são impedidas de chegar a lugares de chefia dos seus empregos apenas por serem mulheres.

Hoje em todo o mundo vão reduzir este dia a um jantar de gajas histéricas de volta de um gajo a despir-se...
 
Cresçam! E entendam o que este dia realmente significa. Mais de um século depois continuamos a lutar pelos mesmos direitos que levaram à criação deste dia. 

Muitas mulheres irão festejar o dia num jantar com as amigas, mas quando chegarem a casa terão um marido violento à sua espera. Outras quantas serão assediadas amanhã no trabalho. E outras ainda terão o dobro do trabalho para fazer em casa pois o marido não "ajuda". Será que estaremos a festejar da maneira correta? Será que o festejo em forma de jantar com um gajo a despir-se pelo meio vai ajudar em alguma coisa neste tipo de violência física e psicológica? Ou os sorrisos de hoje vão apenas disfarçar as lágrimas de todos os dias?






segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Esperar

Considero-me uma pessoa forte psicologicamente, apesar de choro fácil, tento ver o lado positivo das coisas, tento não me deixar abalar pelas situações, mas não é fácil, acreditem que não é.

Quem se aventura nesta viagem da procriação medicamente assistida (PMA) num hospital público tem que estar preparado psicologicamente e tem que ter muito jogo de cintura para lidar com todo o tipo de informações e situações que vamos enfrentando ao longo do processo.

Aqui não há falinhas mansas, aqui é tudo dito a frio, dói, queima a alma, mas sinceramente agradeço que assim seja. Não aguento o "tenham calma", "vão ver que quando relaxarem vão conseguir" ou o " se não pensarem no assunto irá acontecer". Não. Não irá acontecer sem a intervenção da ciência. 

Não é fácil esperar 5 meses por uma primeira consulta. Não é fácil esperar quase 2 meses para a segunda consulta. Ninguém nos preparou para isto. Não é fácil ouvir que temos de fazer mais exames. Esperar mais 2 meses para mostrar esses exames. Marcar novos exames e esperar. 

Esperar foi a minha palavra do ano em 2017! Por vezes já não sei se "quem espera sempre alcança" ou se "quem espera desespera".

Esperamos mais de 6 meses por um resultado de um exame genético e agora continuamos à espera para marcar consulta para saber dos resultados. Conto já com quase 16 meses de espera desde que nos inscrevemos para a primeira consulta. Sei que vou esperar muito mais. 

Logo eu, que odeio esperar, que detesto que me peçam para ter calma, eu aprendi a esperar, quem diria! Se é fácil? Se fosse fácil não era para nós! Deus dá as maiores batalhas aos seus melhores guerreiros, só espero estar à altura do desafio.

E não, não me estou a queixar, é só um desabafo. É só para as pessoas que como eu quando procuraram informações na primeira pessoa na internet tenham noção que todo o processo é lento, demorado, que temos de ter algum estofo para aguentar esta espera, que não nos podemos esquecer de viver a vida enquanto tudo isto decorre.

E sim, esperar é para meninos, quando comparado com a brutalidade da intromissão e comentários dos outros sobre a temática "ter filhos". Quando esses comentários vêm de pessoas que até passaram pelo mesmo, custa, custa muito. A nossa opção de não expor a situação possivelmente também contribui para que todos se achem no direito de opinar. Não querem mais que nós. Mas nós não queremos dramas, não queremos juízos de valor e acima de tudo não queremos ser os "coitadinhos que não conseguem ter filhos". 

Não, não estou a exagerar, já vi de perto a infertilidade de outros, esses mesmo que agora nos pedem filhos sem sequer por a mão na consciência. Já vi o drama que foi. Não quero isso para nós. Não quero ter de lidar com as frustrações e expectativas dos outros. Já nos chegam as nossas. Acima de tudo, sabemos quem somos e o que somos, não vamos passar a ser coitadinhos só porque precisamos da ajuda da ciência para ter filhos. 

E às pessoas que tentam impor filhos aos outros, vivam a vossa vida, não se preocupem em opinar sobre a nossa. Se não têm nada de bom pra dizer estejam calados.  


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O nosso problema de infertilidade

O problema de infertilidade de um casal nunca é um problema de um dos elementos, é sempre do casal, podendo ter fator feminino ou masculino ou mesmo sem ter uma causa definida o problema é sempre do casal.

No nosso caso o fator é masculino, mas será em mim que irá incidir o tratamento, logo é um problema dos dois.

Não foram poucas as vezes que desejei que o fator de infertilidade fosse meu, porque provavelmente seria mais rápido ou por não ser tão invasivo para nós dois.

O nosso problema de infertilidade chama-se azoospermia e é das principais causas de infertilidade masculina.

No mesmo dia que o nosso mundo caiu nós secamos as lágrimas e fomos à luta, no dia em que recebemos o resultado de um espermograma feito num laboratório de análises clinicas eu soube que não podíamos esperar mais e inscrevi-nos para as consultas de apoio à fertilidade para os centros PMA da nossa área de residência.

Hoje, com a devida distância desse dia, agradeço todos os dias o avanço da medicina e da ciência porque à pouco mais de 30 anos o nosso problema estaria dado por encerrado por não ter solução.



quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Devo ter sido uma princesa!

Para quem acredita em reencarnação e em vidas passadas provavelmente irá compreender-me mais facilmente, sinto que já vivi muito, que já ando cá à muito tempo, sou uma alma velha. Raramente me conseguem enganar ou passar a perna, e muito menos me tomar por parva!
 
Às vezes por graça digo que já devo ter sido uma princesa, e desenganem-se se pensam que é porque gosto de ser servida ou apaparicada, nada disso! 

Eu, numa outra vida, devo ter sido uma princesa porque adoro castelos! Sim, adoro visitar castelos, subir à torre mais alta e ser feliz enquanto aprecio a paisagem (bem secalhar não fui princesa, fui um guarda do castelo!).

Na minha ideia a princesa que fui numa outra vida teve um fim trágico, deve ter sido decapitada ou queimada viva, isto explicava o pavor que tenho que me apontem facas ou tesouras ou o meu medo irracional do fogo.

Assim de repente, posso muito bem ter sido uma Maria Antonieta ou uma Joana d´Arc!!!




sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Os filhos dos outros

É tão fácil educar os filhos dos outros, somos sempre tão assertivos!
Se fosse meu filho não fazia isto ou se fosse meu filho não comia aquilo, sim, assumo que tenho várias vezes estes pensamentos relativos aos filhos dos meus amigos e familiares, e sim, tenho medo que a vida me mostre da pior maneira que também eu vou errar na educação dos meus filhos - sim, porque neste momento o que me está a mostrar é que para já não há filhos para educar!!!

O tipo de educação que pretendo dar aos meus filhos - quando eles chegarem - não está muito longe da que eu tive, e devo dizer que sou uma pessoa muito feliz, bem resolvida e agradecida por tudo o que tenho.

Enquanto bebé e criança nunca precisei de um tablet para ver o panda enquanto a minha mãe me dava de comer, nem nunca precisei de 1500 brinquedos, pois brincava sempre com os mesmos, nunca fiz guerras na hora da refeição e muito menos decidia o canal de TV quando os adultos estavam a ver TV.

O que realmente acho é que alguns dos pais de hoje em dia - não digo que sejam todos assim - são escravos dos filhos, é tudo à maneira da criança e acho que isso depois se irá refletir na formação da personalidade da criança. Se cresce a pensar que tem tudo o que quer ou que manda em tudo um dia mais tarde quando se confrontar com situações de contrariedade não as sabe resolver porque nunca ouviu um bom e valente NÃO.






quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

EU

Olho a vida de frente... encaro todos os meus problemas e não procuro problemas onde eles não existem... 
Eu... que olho para trás, não só para recordar os bons momentos mas também para não me esquecer do que a vida nos vai ensinando...
Tenho defeitos (todos temos, lamento informar!) e por vezes até tenho um feitiozinho de merda...
Eu... que adoro viver, conviver, reviver, tenho saudades do que passou mas que nunca digo adeus... prefiro um até já... 
Eu, que por vezes sou forte, também tenho os meus momentos de fraqueza... e às vezes só preciso de um sorriso (dispenso sorrisos amarelos!) ou de um abraço apertado!
Eu que continuo lamechas como sempre, como só eu sei ser... cresci... aprendi... e continuo sempre a aprender...
Acima de tudo sou eu, sempre, em todas as ocasiões, não nego as minhas raízes e acima de tudo dou graças a Deus por todos os valores que me transmitiram!


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A mania da ostentação

Nunca fui de luxos e sempre fiz e faço vida à medida da minha carteira. Aqui por casa até somos um bocadinho familiares do tio Patinhas, não sou forreta, mas não gosto de gastar mais quando posso gastar menos.

Aproveito promoções e cupões nos supermercados. Hoje em dia há coisas que não compro sem estarem em promoção com 50% de desconto (detergentes, café, champô, cremes, etc) e aproveito os saldos para comprar em marcas como as Adidas que tanto apreciamos aqui por casa.

Faz-me muita confusão as pessoas que têm que ter qualquer coisa só porque os outros têm, seja uma roupa de marca, fazer uma viagem ou um carro.

Muitas dessas pessoas ficam endividadas em créditos para manter uma aparência e um estilo de vida que não corresponde à realidade. 

Estas pessoas tendem a esquecer-se que o fundamental é SER não é ter. Esta estranha mania da ostentação deixa-me completamente doida! Porquê querer parecer ser algo que não se é só para andar bem visto aos olhos dos outros?

As melhores coisas da vida não se compram!

Imagem do link abaixo
http://englishblogmmg.edublogs.org/files/2014/09/things-money-cant-buy-11k3jij.jpg




sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Sou feliz com pouco!

Sou feliz com pouco
O por do sol
Um passeio à beira mar
O riso de uma criança
Um abraço apertado
Rir à gargalhada
Estar em família 
Contemplar a natureza
Fazer um bolo
Ouvir os passarinhos
Sentir o cheiro da terra molhada
Visitar castelos
Ouvir os ensinamentos dos mais velhos
Sou feliz com pouco.
Mas tenho tanto que me faz feliz.




terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A conta conjunta!

Coloco a minha cara mais séria e digo-lhe: "temos de falar", ao que ele remata "diz lá" eu continuo "acho que a nossa relação não está a evoluir, acho que assim não vamos a lado nenhum" ele resmunga um "tás parva ou quê?" e eu em grande esforço para não me desmanchar a rir digo-lhe " sim a nossa relação está condenada ao fracasso, nós não temos uma conta conjunta no Facebook!" e desmanchamo-nos os dois a rir!

Sim a nossa vida é muito isto, rir de coisas parvas, sim porque é parvo ter uma conta conjunta no Facebook, não, não é amor, é desconfiança!

E não, não é prático, nem para nós que temos uma "Rafaela e João Antunes" ou um "António Joana Silva" (são nomes meramente ilustrativos), mas imagino que também não o seja para quem tem a conta conjunta, digo isto porque estava aqui a imaginar uma conversa no chat, que seria mais um monólogo, visto que a certa altura já ninguém sabe quem disse o quê. Da mesma forma que alguns comentários em publicações se podem tornar um pouco constrangedores quando publicados por um perfil conjunto!

Vamos lá manter a nossa individualidade enquanto cidadãos do mundo! Acreditem que ninguém é mais fiel só porque há uma conta conjunta no Facebook!!



sábado, 20 de janeiro de 2018

Memória e memórias

Não sei se isto é normal, mas eu normalmente recordo-me de situações que já aconteceram à muito, muito tempo, mas em conversa com a família ou com os amigos começo a aperceber-me que nem todos se lembram de situações que já vivenciamos, secalhar não deram a mesma importancia que eu a esses momentos, mas o certo é que também me lembro de coisas sem importancia alguma, e sou sempre aquela pessoa que se lembra de praticamente tudo, conversas, situações, tudo bem guardado e arquivado no belo arquivo que tem sido a minha memória.

Numa reunião de família começamos a ver algumas fotos antigas, muitas delas com muito mais de 10 anos e o meu espanto foi enorme porque as minhas tias-avós já não se conheciam a elas próprias nas fotos ou não nos reconheciam a nós. Fiquei num misto de surpresa e tristeza por isso, será que um dia me vai acontecer o mesmo? Dei por mim a dizer à minha mãe que temos que ver as fotos mais vezes para não nos esquecer-mos, mas será isso o suficiente? Eu recordo-me perfeitamente das fotos, de onde foram tiradas, em alguns casos recordo o meu estado de espirito na altura, mas será que vai ser sempre assim?

Lembro-me de ter uns 4 ou 5 anos e a minha bisavó quando queria chamar uma filha ou neta chamava os nome de todas menos da que queria chamar. Agora as minhas tias-avós não se reconhecem em fotos ou não nos reconhecem em pequenos, e eu fico preocupada. Preocupada que tenha a minha memória cheia com coisas e situações sem importância que insistem em cá ficar e que um dia quando tiver a idade delas não me lembre do nome dos meus filhos ou das feições deles quando eram mais novos, que não me lembre de mim mesma e dos momentos felizes que vivi. Preocupada porque a nossa memória envelhece assim como nós e as pessoas que nos são queridas. Preocupada porque sempre dissemos que o que fica são as memórias dos bons momentos, mas será que ficam?